Energia

Por décadas grande parte do mundo apostou em uma doutrina política que pregava que o mercado por si só daria todas as respostas e salvaguardas necessárias para um crescimento duradouro, o chamado neoliberalismo.  Atualmente, o debate posto na sociedade brasileira sobre a renovação ou não das concessões do setor elétrico vem acontecendo em um momento de grandes transformações sociais e econômicas, em especial na Europa e Estados Unidos, onde a crise deste modelo deixa amostra a sua ineficiência, já que ausência de um Estado forte tem levado essas economias a uma profunda depress

Acaba de ser publicado pela Editora Cortez, o livro Energia & Cidadania: a luta dos atingidos por barragens, de autoria de Dirceu Benincá. A obra analisa o modelo energético brasileiro e seus impactos socioambientais e simbólicos, especialmente sobre os atingidos diretos pela construção de hidrelétricas no Brasil.

O Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) levou a visão dos atingidos sobre os impactos causados pelas hidrelétricas ao debate “Articulação do Ministério Público na questão de Hidrelétricas (Usina Hidrelétrica – UHE e Pequena Central Hidrelétrica – PCH)”.

A cobrança abusiva teria começado em 2008, quando a AES Eletropaulo realizou a troca dos relógios de medição nas casas da região. Com os equipamentos novos, os moradores dizem que as tarifas saltaram de R$ 15 ou R$ 20 mensais para R$ 100, R$ 150 e R$ 200, em média.

Passados quase 20 anos desde o início das privatizações das distribuidoras de energia elétrica, já se pode fazer um balanço do que foi prometido e do que realmente ocorre no país, com um primeiro semestre batendo recorde em falhas no fornecimento de energia elétrica em diversas regiões metropolitanas.

Desde o citado período, a distribuição elétrica é operada pela iniciativa privada. As distribuidoras gerenciam as áreas de concessão com deveres de manutenção, expansão e provimento de infra-estrutura adequada, tendo sua receita advinda da cobrança de tarifas dos seus clientes.

Estudantes do Curso Energia e Sociedade no Capitalismo Contemporâreo realizaram na semana passada dois atos da campanha contra os agrotóxicos na UFRJ.

Publicado no Jornal o Globo

18 de julho de 2011